Curitiba - Três dias após o pronunciamento em rede nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os primeiros cem dias de seu mandato, o governador Roberto Requião (PMDB) também foi à TV fazer um balanço de seu governo. O governador deu uma entrevista à TV Educativa do Paraná, comentando as realizações de seu governo e a previsão de implantação de medidas anunciadas durante a campanha eleitoral do ano passado.
Durante a entrevista, que durou cerca de 45 minutos, Requião afirmou que os primeiros cem dias de seu mandato foram destinados a reorganizar o Estado. De acordo com o peemedebista, a herança deixada pelo ex-governador foi uma dívida de R$ 2,5 bilhões, classificada por Requião como impagável.
O peemedebista deu destaque ao rompimento de contratos com empresas de informática e contratos e parcerias firmadas pela Sanepar e pela Copel. ''O rompimento desses contratos vai significar uma economia de R$ 50 milhões por ano ao Estado'', garantiu Requião.
O governador voltou a afirmar que pretende tomar medidas duras contra as concessionárias de pedágio, caso o preço da tarifa não caia nos próximos meses. Requião deu a entender que o governo já decidiu quais medidas serão tomadas, mas que iria aguardar um momento oportuno para aplicá-las. ''Não quis tomar uma medida dura ainda para não prejudicar o escoamento da safra, mas cumprirei a promessa de campanha de baixar as tarifas ou acabar com elas'' afirmou.
O governador reiterou que pretende continuar acumulando a função de sercretário estadual da Segurança Pública ''pelo tempo que for necessário''. Requião espera que a mensagem do poder Executivo que regulamenta o Estatuto da Polícia Civil seja aprovado o quanto antes para facilitar o processo de afastamento de policiais envolvidos com irregularidades.
Quanto à promessa de campanha de distribuir leite para as crianças carentes, Requião garantiu que a idéia não foi abandonada. O programa, batizado de ''Leite das Crianças'', será aplicado primeiro nas regiões de Irati e do Vale do Ribeira, classificadas pelo governador como as mais carentes do Estado.

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