Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) acredita que a recusa do Governo do Paraná em exportar soja transgênica seja o principal motivo para a tentativa de sustar o convênio de delegação, celebrado entre o Ministério dos Transportes e o Estado do Paraná, para a exploração e administração do Porto de Paranaguá.
''Vamos resistir à tentativa de intervenção em Paranaguá'', disse o governador em seu discurso de encerramento de encontro, que reuniu na sexta-feira, secretários de Estado, diretores-gerais, presidentes de empresas públicas e chefes de núcleos regionais no Centro de Capacitação de Faxinal do Céu, no município de Pinhão (40 km ao sul de Guarapuava).
Requião considerou a insistência de promover intervenção no Porto ''uma teimosia no mínimo incompreensível'', uma vez que todos os indicadores, de acordo com ele, apontam a vantagem da soja convencional no mercado internacional.
A intervenção nos portos foi cogitada depois que a Câmara dos Deputados aprovou quinta-feira um Projeto de Decreto Legislativo que susta o convênio de delegação. O projeto, que agora vai ser apreciado pelo Senado, susta por no mímino 90 dias o direito do governo do Estado de comandar os portos. Durante este período, o governo federal tem que nomear um interventor e fazer uma auditoria completa.

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