Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) anunciou ontem a extinção do Grupo Águia e uma reformulação geral no serviço de inteligência da Polícia Militar. O comunicado foi feito durante reunião da operação ''Mãos Limpas'', no Palácio Iguaçu. O Grupo Águia, criado por decreto do governo estadual em 1998, era especializado em investigar o crime organizado.
Segundo informações do setor de Comunicação Social da PM, as ações agora serão centralizadas pela Agência Central de Inteligência (PM2), cujo foco recairá sobre a fiscalização do trabalho dos próprios policiais militares e as ações conjuntas com a Polícia Civil.
''O Grupo Águia estava trabalhando de forma praticamente autônoma, o que dificultava um pouco essa integração. Havia um efetivo separado que fazia só aquilo (combate ao crime organizado). Agora, esses policiais também desempenharão outras atividades'', afirmou o tenente-coronel Mauro Pirolo, chefe do setor de Comunicação Social da PM do Paraná.
Entre estas outras atividades, estão incluídas ações como levantamentos de local para possível emprego de policiamento ostensivo. O combate ao crime organizado será feito por equipes que serão montadas a cada investigação. ''Todo mundo no setor de inteligência vai fazer de tudo. As ações continuam as mesmas, mas numa estruturação diferente. O que ocorreu foi apenas a extinção do nome Grupo Águia'', alegou Pirolo.
O chefe do setor de Comunicação Social negou que o fim do grupo e as mudanças no trabalho do setor de inteligência estejam relacionadas à prisão do tenente-coronel Valdir Copetti Neves, detido no mês passado sob acusação de tráfico internacional de armas e formação de milícia para patrulhamento de fazendas na região de Ponta Grossa. Neves chegou a fazer parte do Grupo Águia.
''As mudanças já estavam sendo pensadas bem antes da prisão dele. E a idéia de extinção do Grupo Águia partiu do comandante-geral da PM no Estado, coronel David Antônio Pancotti'', afirmou Pirolo.

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