Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) respondeu ontem ao pedido de informações, formulado durante a semana pelo deputado estadual Élio Rusch (PFL). O deputado, aliado do ex-governador Jaime Lerner (PSB), fez uma série de questionamentos sobre os custos da estada do governador e de secretários de Estado na Ilha das Cobras, onde fica uma das residências oficiais do governo, em plena Baía de Paranaguá.
Requião afirma que, em nenhuma circunstância, foram utilizados helicópteros para o seu transporte ou de secretários, assim como não houve contratação de empresas terceirizadas para garantir sua permanência. A resposta de Requião tem tom irônico. O governador do Paraná não perdeu a chance de cutucar o deputado de oposição.
Requião disse que a última vez em que foi utilizado helicóptero para vôos de lazer foi nos dias 28, 29 e 30 de dezembro, quando o então governador Jaime Lerner estava no poder. ''O custo destes vôos foi de R$ 9.162,08. Por considerar essa locação desnecessária já que o Estado possuía dois helicópteros e alugava mais dois Requião determinou que não se pagasse a despesa deixada por Lerner'', diz nota distribuída pelo governo ontem à noite. O Palácio Iguaçu encaminhou ainda às redações notas referentes a esses gastos.
Na resposta endereçada a Élio Rusch, Requião diz que quatro secretários de Estado despacharam com ele na Ilha das Cobras. Dentre os quais, Eleonora Fruet (Planejamento), Heron Arzua (Fazenda), Aldair Rizzi (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e Caíto Quintana (Casa Civil). O governador não precisou quantos servidores foram necessários para o devido apoio logístico à viagem, como questionou Rush. ''Somente aqueles essenciais à segurança do governador e aqueles que têm como local de trabalho a residência oficial na Ilha das Cobras'', consta na nota.

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