Maringá - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), evitou ontem falar sobre a estadualização da Sercomtel durante visita à 35 Exposição Agropecuária e Industrial de Maringá (Expoingá). O peemedebista compareceu à solenidade de abertura oficial do evento, aberto para o público já na última quarta-feira, juntamente com deputados federais e estaduais, secretários de Estado e outros representantes de seu alto escalação.
A aparente reserva do governador em comentar o assunto em público contrasta com a do prefeito Nedson Micheleti (PT), que defende aberta e oficialmente - em documento encaminhado há duas semanas à Copel - a venda de 10% das ações da telefônica londrinense, com aporte de capital por parte da estatal de energia. Desde 1998, quando o Município vendeu 45% das ações da Sercomtel à Copel, o panorama se mantém em 55% e 45% do bolo, respectivamente.
Ano passado, durante a campanha pela reeleição, Requião aventou o desejo de ver a empresa estadualizada - hipótese que vinha sendo estudada pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (Crea-PR) há no mínimo três anos, com intercâmbio direto com Estado e Prefeitura.
Ontem, em Maringá, o governador disse apenas que está analisando o estudo realizado por um grupo de trabalho da Sercomtel, conforme o qual existe viabilidade técnica, comercial e jurídica na estadualização. Ele não quis, entretanto, manifestar opinião a respeito. ''Não tenho posição sobre isso ainda'', disse. ''Estamos examinando as possibilidades. (A estadualização) É apenas uma hipótese que está sendo estudada'', declarou, sem definir prazos para contraproposta ou simples resposta diante do material fornecido pela Sercomtel. A diretoria da Copel, contudo, acredita que até julho isso deve acontecer.
Da mesma forma não há previsão de agenda em Londrina: desde a eleição, em outubro, não houve nenhuma visita oficial do chefe do Executivo estadual. ''Estou visitando as cidades do Paraná.''

mockup