Requião está de bem com Quércia
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terça-feira, 18 de novembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Arquivo FolhaCachimbo da pazO senador Roberto Requião, sobre o ex-inimigo: Estou aqui em nome da unidade do partidoO senador Roberto Requião (PMDB-PR) e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) tornaram-se ex-inimigos, ontem à tarde, depois de um encontro de quase duas horas. O motivo da reunião dos dois políticos, que nunca haviam dividido a mesma mesa - atacavam-se pelos jornais - foi a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. O PMDB tem o dever patriótico de lançar um canditado próprio, afirmou Requião.
Sem aparentar constrangimentos, o senador paranaense disse que a briga com Quércia deixou sequelas, mas que decidiu ir ao escritório do antigo desafeto, nos Jardins, em São Paulo, porque o ex-governador concorda com as idéias a respeito da necessidade de o partido ter um projeto contrário ao neoliberalismo.
De acordo com Requião, o motivo da visita é patriótico. Estou aqui em nome da unidade do PMDB. Requião acrescentou que a causa de sua briga com Quércia - denúncias de corrupção - são coisas do passado.
Quércia também pregou a unidade partidária e explicou que, entre os pré-candidatos peemedebistas à Presidência, seu preferido é o senador José Sarney (AP). Quércia afirmou, no entanto, que apoiaria qualquer outro nome escolhido pela convenção do partido - incluindo o de Requião. O político não deve olhar para trás e sim para o futuro, comentou Quércia. A reunião entre os dois peemedebistas foi intermediada pelos deputados federais Almino Afonso (PSB-SP) e Marcelo Barbieiri (PMDB-SP).


