Curitiba - Com o anúncio oficial feito ontem, o senador Roberto Requião confirmou que haverá bate-chapa na eleição interna do PMDB do Paraná. Ele disse que deseja ser o próximo presidente estadual da sigla, a ser definido no dia 15 de dezembro. ''O nosso PMDB nunca trocou o protagonismo, o papel principal, pela figuração. Não aceitamos nunca cabresto ou canga'', disse Requião. Para ele, o partido abandonou as características do ''MDB velho de guera'' ao migrar para a base de Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Tanto que o nome da chapa do senador é ''PMDB do Paraná: história, honradez e dignidade''.
''Queremos a volta da linha firme e da fidelidade absoluta aos nossos princípios e ao nosso povo. Nós não somos conduzidos por partidos de direita e por administrações fracassadas'', atacou Requião, em nota para a imprensa. Será uma batalha dos deputados federais, alinhados com o senador, contra os deputados estaduais, entrincheirados na chapa ''Unidade Peemedebista'', que tem Romanelli entre os seus articuladores. Um terceiro grupo, composto pelo ex-governador Orlando Pessuti, o federal Osmar Serraglio e o suplente de Gleisi Hoffmann (PT), senador Sérgio Souza, corre por fora.
Apesar do deputado federal João Arruda manter conversas com os estaduais, a fim de promover um entendimento, o choque entre os três grupos parece cada vez mais inevitável. ''O PMDB não precisa de dono, de rei'', reclamou Romanelli, na AL. ''As lideranças mais antigas tem que aceitar a renovação do partido'', pontuou o peemedebista, que foi líder de Requião na Assembleia e hoje ocupa papel de destaque na articulação política do governador tucano.
Esse cenário tira o nome do deputado estadual Caíto Quintana da disputa, tido como única saída para uma conciliação entre as partes. As eleições dos diretórios municipais do PMDB terminam em 25 de novembro, quando será possível saber o número de votantes na eleição da nova diretoria, estimado para mais de 600 delegados de todo o Paraná.

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