Requião elogia novo procurador e ironiza Jozélia
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) está otimista com os trabalhos que serão desenvolvidos pelo novo procurador-Geral do Estado, Carlos Frederico Marés. Ele afirmou que acredita que todos os processos importantes para o Estado ganhem uma nova perspectiva. ''O Marés vai mudar o caminho dos processos. Todos eles. Existia uma assintonia entre a procuradora (Jozélia Nogueira) e o Estado. Ela não pensava como pensava o Estado'', declarou Requião ontem de manhã, no Palácio das Araucárias, onde recebeu o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Jozélia pediu demissão na última terça-feira após ter sido agredida verbalmente e em público por Requião.
''Eu fiz uma delicadeza em aceitar o pedido de demissão dela. Eu iria demiti-la mesmo'', afirmou. A discussão entre os dois ocorreu por conta da decisão judicial de colocar o pronunciamento da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) no ar de 15 em 15 minutos na Rádio e Televisão Paraná Educativa. Enquanto Jozélia queria que o pronunciamento fosse colocado durante a grade da programação, Requião exigiu a retirada da emissora do ar sob o argumento de que a grade havia sido inviabilizada. E ainda mandou que após o pronunciamento da Ajufe fosse colocado o dele e o da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
''Ele defendeu um ponto de vista e eu quis dizer o porquê da minha determinação. Sabia que a decisão dele poderia gerar mais multa para o Paraná. No entanto, quando ele tem um ponto de vista, não admite que ninguém o contrarie. Ele toma atitudes passionais em vez das técnicas'', desabafou a procuradora. Veja de que lado ela está. Não é do lado do Estado'', rebateu Requião.
Outro ponto de atrito entre os dois era o pedágio. Jozélia queria negociar com as concessionárias as mudanças de cláusulas que tratam do gatilho (reajuste) duas vezes por ano a partir de 2008. Requião não admitia negociação. ''Ele nem me ouvia'', critica Jozélia. ''Ela estava querendo advogar para quem?'', questiona Requião. Jozélia foi indicada para o cargo pelo ex-procurador Geral Sérgio Botto de Lacerda, que deixou o governo em abril do ano passado.


