Requião e Rosinha defendem a redução dos pagamentos à União
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segunda-feira, 26 de abril de 2004
Agência Folha 
Brasília - Os governadores do Paraná, Roberto Requião, e do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, ambos do PMDB, foram os mais enfáticos defensores de novas regras para reduzir os pagamentos dos Estados à União. Os mais alinhados ao governo argumentaram que a medida poderia abalar o mercado e provocar uma turbulência financeira, por ameaçar as metas fiscais negociadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Pelos contratos firmados com o governo, os Estados destinam, na maioria, entre 11% e 15% de suas receitas ao pagamento da dívida, cujo total é de R$ 271 bilhões.
A renegociação é uma antiga reivindicação de governadores que argumentam que não têm dinheiro para investir. Lula sinalizou que deve receber todos os governadores ou uma comissão representativa na primeira quinzena do próximo mês. A carta dos governadores é aberta com a exigência de que o país retome o desenvolvimento. O superávit primário (economia para pagamento de juros) recorde obtido em março foi bastante criticado pelos presentes. ''Superávit de R$ 1 bilhão é pornográfico, um desaforo, é imoral'', afirmou Requião.


