Curitiba - Na granja do Canguiri - a residência oficial do governo na Região Metropolitana de Curitiba - desde a definição do segundo turno no Paraná contra Osmar Dias (PDT), na noite de domingo, o governador Roberto Requião (PMDB) passou o dia de ontem em reuniões e contatos políticos com o objetivo de se reeleger. O comitê de campanha confirmou uma coletiva de imprensa, hoje, com o governador licenciado. A coletiva será às 10 horas, na sede do PMDB paranaense, na Avenida Vicente Machado, em Curitiba.
O clima no comitê da coligação encabeçada pelo PMDB era de agitação. Os peemedebistas vão intensificar o trabalho nas bases e corrigir os rumos do trabalho nas cidades onde a votação foi considerada insatisfatória. De acordo com o vice-governador Orlando Pessuti, ontem foram feitas duas reuniões entre os coordenadores da campanha, que almoçaram com Requião, no Canguiri. A campanha vai trabalhar pesado na motivação de prefeitos, vereadores e lideranças municipais. Os contatos com os partidos também estão sendo feitos em ritmo frenético e incluem PV, PL, além de setores do PT, PFL, PPS, e PTB. Mas, pelo menos por enquanto, foram apenas abertos os canais de conversa e não há nada definido.
Já Osmar Dias (PDT) começou a semana buscando o apoio de partidos e deputados eleitos para conseguir traçar um cronograma de viagens no Paraná, com o intuito de reverter o atual quadro e conquistar o governo do Estado. A campanha no segundo turno deverá ser propositiva, buscando dar um diagnóstico da atual situação do Paraná e propondo mudanças. É o caso da segurança pública e da falta de infra-estrutura em municípios pobres da Região Metropolitana de Curitiba e do Vale da Ribeira. ''Vamos buscar todos os apoios daqueles que pregaram mudanças para o Estado. São os casos dos candidatos ao governo do Estado em geral. Todos eles buscavam algo novo, que não o continuísmo. Vamos procurá-los para garantir uma renovação de métodos de trabalho, com respeito no trato com a sociedade. Vamos mudar o estilo de governar'', prometeu.
Conforme o coordenador-geral da campanha de Osmar, Antonio Poloni, a ''dobradinha'' com o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, já está acordada. ''Na noite de domingo mesmo o senador ligou para o Alckmin. Houve uma conversa e ficou acertada a ajuda mútua e a parceria onde ambos irão se apoiar'', assegurou. Para Poloni, a campanha de Osmar ganhará mais densidade como o apoio de Alckmin. ''Pela votação expressiva que o Alckmin fez no Paraná facilita para as duas partes.''
Enquanto o PMDB e o PDT reestruturam as estratégias para esta nova fase da campanha, o PPS de Rubens Bueno, que ficou em quatro lugar com cerca de 8% dos votos válidos, está sendo assediado por interlocutores de ambos os lados. Em 2002, o PPS de Bueno apoiou Requião, no segundo turno contra Alvaro Dias (PSDB).
Bueno disse ontem à Folha que já foi procurado pelas campanhas de Roberto Requião e de Osmar Dias, mas avisou que não haverá decisão nenhuma antes desta quarta-feira, quando o PPS nacional faz uma reunião no Rio de Janeiro para avaliar a campanha nos estados. Segundo Bueno, que também é presidente estadual do partido, a decisão só vai sair depois de uma conversa ''democrática'' entre as lideranças do partido. (Colaborou Cristiane Oya)

mockup