Curitiba - O senador paranaense Roberto Requião (PMDB) aparece em segundo lugar na lista de senadores que mais acumulam processos no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista faz parte de um levantamento feito pelo Congresso em Foco, e divulgado ontem, sobre os casos, entre inquéritos e ações penais, que passaram a tramitar no STF contra parlamentares do Congresso Nacional entre 5 de janeiro e 27 de abril últimos. De acordo com o Congresso em Foco, são 101 processos contra parlamentares: 77 processos referentes a 46 deputados federais e 24 processos contra oito senadores.
A maior parte dos processos, segundo o Congresso em Foco, tramitava em outras instâncias do Judiciário e subiu para o STF por conta do chamado foro privilegiado. As suspeitas que mais se repetem são de crime contra a Lei de Licitações, que aparecem 22 vezes.
No Senado, quem mais levou investigações para o STF ao assumir o mandato foi Lindbergh Farias (PT/RJ), ex-prefeito de Nova Iguaçu. Ele aparece como indiciado em seis casos. Depois do petista, está Roberto Requião. São quatro inquéritos e duas ações penais, por crimes como calúnia e difamação. Uma das ações é movida pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT). Em fevereiro do ano passado, Requião disse que o petista teria apresentado, em 2007, uma proposta de superfaturamento na construção de uma obra ferroviária no Paraná.
Na lista dos deputados federais, também está a deputada federal Cida Borghetti (PP/PR), que teve um inquérito no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná enviado ao STF em março último. Mas, segundo ela, em resposta ao Congresso em Foco, o inquérito trata de uma situação ''meramente formal'' nas suas contas de campanha eleitoral. Ela acredita que o caso deve ser arquivado nos próximos dias.

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