Requião e Lerner trocam provocações sobre custos
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sexta-feira, 18 de setembro de 1998
Leandro Donatti 
Quem paga? Quem Paga? Quem paga?, perguntou a oposição, numa referência aos gastos da campanha eleitoral do governador Jaime Lerner (PFL), no programa do horário eleitoral gratuito que foi ao ar na noite da última quinta-feira em cadeia estadual de televisão. As pessoas e os empresários que estão fazendo doações para a campanha e que têm nome, endereço, CGC e CPF. Todas constarão na prestação de contas a ser enviada à Justiça Eleitoral e entre elas, não há nenhuma sendo investigada por sonegação de ICMS, devolveu a assessoria da campanha de Lerner, no dia seguinte.
Essa tem sido a última briga de campanha travada entre Lerner e o candidato das oposições, senador Roberto Requião (PMDB), nas telinhas. A equipe de marketing do senador aproveitou os minutos do tempo destinado aos candidatos do PMDB, PRTB e PSN à Câmara Federal, para cutucar os aliados do governador. No programa foram mostradas imagens da sede do QG eleitoral de Lerner - um shopping desativado - em Curitiba e de ônibus lotados com funcionários públicos comissionados convocados para panfletagens. Ao fundo, uma voz questionando a origem do dinheiro para montar a estrutura milionária, como classificou a oposição.
Os advogados de Lerner não vão esperar a fita ir ao ar novamente. Ontem mesmo, Marcus Vinícius Costa ajuizou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná representação contra Requião acusando-o de descumprimento de decisão judicial. O advogado alega que o senador mais uma vez usou do tempo destinado às candidaturas proporcionais, o que foi proibido pelos juízes do TRE no último dia 9 de setembro. Mas ele ignora a decisão e continua, diariamente, usurpando o programa, ocupando todos os espaços possíveis, criticou o advogado de Lerner.
A 15 dias das eleições, o ritmo nas assessorias jurídicas dos dois principais candidatos ao Palácio Iguaçu acelerou. Lerner conseguiu direito de resposta de um minuto ontem para defender-se das acusações feitas por Requião quanto aos gastos com publicidade e propaganda no seu governo. Os advogados do senador devem recorrer da decisão do TRE em Brasília.


