O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem não ter dúvida de que vai ampliar a diferença de 2,3% hoje existente entre ele e o candidato ao governo pelo PMDB, senador Roberto Requião, na corrida pelos votos. A diferença, que caracteriza empate técnico, foi constatada na consulta feita com 400 eleitores de Londrina pela Alvorada Pesquisas e publicada ontem na Folha. Requião considerou a pesquisa ‘‘boazinha’’ e aposta que fará ‘‘um milhão de votos a mais que Lerner’’.
‘‘Temos certeza de que tanto as pesquisas deste instituto como as outras que virão vão ampliar essa diferença porque, apesar do empate técnico, o governador mantém a liderança’’, afirmou o assessor do governador, jornalista Hudson José. Segundo ele, o Estado vive um ‘‘boom de maturação’’, principalmente nas áreas de infra-estrutura e industrialização que trarão reflexos nos próximos resultados. ‘‘E as próprias ações do governo para Londrina vão acabar confirmando esses números’’, aposta.
Na pesquisa publicada pela Folha, Lerner tem 36,3% das intenções de voto contra 34% de Requião. ‘‘Em várias pesquisas minha vantagem é bem maior, estamos bem na frente’’, afirmou o peemedebista. Para ele, ‘‘Lerner está desinflando como um balão sem gás, murchando’’. Requião atribui a queda do governador à suspensão da publicidade oficial, determinada pela lei eleitoral. ‘‘Hoje só temos um probleminha que é o centro de Curitiba, mas na periferia já temos mais de 70%’, afirmou.
O coordenador da campanha de Álvaro Dias (PSDB) ao Senado, Osmar Dias, também comentou o resultado da pesquisa que dá a seu irmão, 51,5% das intenções de voto. ‘‘A pesquisa praticamente confirma a preferência do nome dele. Em outros municípios esse índice é ainda maior. Com a desistência do Tony Garcia, acreditamos que, se a maioria do PPB já apoiava a candidatura do Álvaro, agora esse apoio será integral’’, aposta Osmar. ‘‘Mas não mudaremos a estratégia de campanha nem reduziremos o ritmo de trabalho porque eleição mesmo só se ganha no dia 4 de outubro’’, afirmou. ‘‘O Tony Garcia viu que não tinha nenhuma chance’’, emendou.
O candidato do PT ao Senado, Nedson Micheleti, que obteve 2,8% na pesquisa, disse ontem que está ‘‘animado para danar’’. ‘‘A pesquisa mostra que existe espaço para crescimento de uma alternativa. É natural que o índice do Álvaro seja maior. Afinal, é mais conhecido, mas ele também tem experiência em perder eleição mesmo com alto índice’’, afirmou, citando a eleição de 94 para o governo do Estado. Ele acredita que a desistência de Tony Garcia lhe possibilitará crescimento. ‘‘Agora que estamos polarizados com o Álvaro, nosso nome tende a crescer’’, aposta ele. (P.Z)

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