Enquanto a reforma política agitava a primeira semana pós-eleição em Brasília, parlamentares paranaenses defendiam que o governo priorize uma reforma econômica. Para eles, é mais urgente fomentar a indústria e retomar o crescimento financeiro do Brasil.
Há uma semana, o tema foi abordado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) na tribuna do Senado Federal. Para ele, o governo deve priorizar medidas que reduzam a desigualdade social e combatam a especulação financeira. "Não vai sobrar política, ou políticos, ou partidos, se o Brasil continuar se desindustrializando, perdendo competitividade, recuando nos campos da inovação e da tecnologia. Não há futuro político para um país com um PIB tão ridículo quanto o nosso."
Disse, ainda, que o governo não deve seguir o mercado que defende medidas como o ajuste fiscal e a redução de gastos, medidas que seriam adotadas por Armínio Fraga caso o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tivesse vencido a disputa eleitoral.
Já o deputado federal reeleito Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) tem um discurso mais agressivo a favor da reforma econômica e tributária e reajuste fiscal. "É o assunto mais importante hoje. A economia vai de mal a pior, as contas públicas estão estouradas, a balança comercial, negativa, e os investimentos fixos em queda livre. O país está na contramão do mundo", criticou.
Para ele, a reforma política é apenas uma parte das mudanças necessárias, mas que não enseja uma consulta popular. "Se for implantar voto distrital, não precisa de referendo. O Congresso já discutiu isso muito. Consulta popular é para escolher entre presidencialismo e parlamentarismo", opina.
Na visão dele, são prioridades a criação da cláusula de barreira, o fim das coligações partidárias e a implantação do voto distrital. "Mas ainda não sei qual a diretriz da presidente. Precisamos saber o que ela quer, quais as intenções dela", afirma. (L.F.W.)

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