Curitiba- Depois de uma campanha acirrada, em que a troca de acusações ganhou mais espaço que as propostas dos candidatos, o governador licenciado do Paraná, Roberto Requião (PMDB), candidato da Coligação Paraná Forte (PMDB-PSC), e o candidato a governador Osmar Dias (PDT), da Coligação Paraná da Verdade (PDT-PSB-PP-PTB-PTC-PMN-PTN-PT do B-Prona), chegam às urnas sem que haja um favoritismo disparado para um ou outro. Nas últimas pesquisas dos institutos mais conhecidos, como o Datafolha e o Ibope, Requião apareceu com vantagem de seis pontos porcentuais, que podem se reduzir a apenas dois ao se levar em conta a margem de erro.
A subida dele nos levantamentos coincidiu com a declaração, na última semana, de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato da Coligação A Força do Povo (PT-PRB-PC do B). Já Dias estava desde o início do segundo turno com o candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), da Coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL).
A discussão de propostas ficou um pouco de lado porque o governador licenciado do Paraná e o candidato da Coligação Paraná da Verdade, com pequenas diferenças, apresentaram o mesmo plano de governo. Afinal, são provenientes da mesma escola política, que teve o ex-governador José Richa, que já morreu, como professor. Eram grandes aliados. Tanto que Dias foi secretário da Agricultura do Estado na primeira gestão de Requião, entre 1990 e 1994. O governador licenciado queria o candidato da Coligação Paraná da Verdade na campanha, antes de este se decidir a disputar o cargo. Na publicidade eleitoral gratuita do rádio, a semelhança ficou clara, quando os coordenadores da campanha de Requião diziam que Dias prometia o que era feito e os do pedetista afirmavam que os peemedebistas copiavam o que este propunha.
Aos 65 anos, o advogado e jornalista Requião tenta ser o primeiro governador eleito três vezes no Estado. Para isso, apresenta como plataforma as próprias realizações do mandato que termina. ''Nós estamos no caminho certo'', não se cansou de repetir.
Mais novo, com 54 anos, o agrônomo Dias tenta pela primeira vez um cargo eletivo no governo do Paraná. A coordenação da campanha dele tentou a todo momento mostrar as ''deficiências'' da atual administração. ''Temos um projeto de governar o Paraná de forma diferente, com diálogo e parceria, com a reconstrução da credibilidade que o governo perdeu, o que acabou afastando os investidores'', apregoou.
A campanha, sobretudo no segundo turno, foi crivada de denúncias dos dois lados. Requião questionou várias vezes o candidato o suposto enriquecimento, enquanto o pedetista não cansou de chamar o governador de mentiroso.

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