Requião é contra reabertura da CPI
PRECATÓRIOS Requião é contra reabertura da CPI Arquivo FolhaSenador Roberto Requião foi relator da CPI dos Precatórios, em 97 Edinelson Alves De Brasília Especial para a Folha Com as denúncias de Nicéia Pitta de que seu marido, o prefeito de São Paulo, Celso Pitta e o ex-prefeito paulista Paulo Maluf, haviam sido beneficiados pela CPI dos Precatórios, foi bastante comentado ontem no Congresso a possibilidade de reabertura das investigações que foram concluídas em 97. Como relator daquela comissão, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), afirmou ontem ser contrário a reabertura das investigações. Para o senador paranaense, a conclusão dos trabalhos apresentou elementos suficientes para punição dos envolvidos. Se isso não ocorreu foi por falta de empenho do executivo e do judiciário, afirmou o senador. Requião pediu prioridade à mesa do Senado para que possa ser hoje o primeiro orador do grande expediente. Ele promete voltar a carga com relação ao que foi apurado pela CPI dos Precatórios. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) destacou que o Senado fez, no caso dos Precatórios, um trabalho sério e bem feito. Já o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) garantiu que vai requerer ao presidente da Câmara, Michel Temer, a reabertura da chamada CPI dos Precatórios. A CPI investigou a emissão fraudulenta de precatórios, títulos públicos que deveriam ser emitidos somente para pagamentos de dívidas determinados pela Justiça. Descobriu-se que uma série de governadores e prefeitos havia usado precatórios para pagamento de fornecedores e outras despesas, entre eles o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, de quem Pitta era o secretário da Fazenda. Até hoje os dois não foram punidos. A senadora Heloísa Helena (PT-AL) quer a volta da CPI, principalmente para apurar porque o Banco Central legitimou operações fraudulentas, dando-lhes garantias legais. Independentemente da reabertura da CPI, é bastante provável que os relatórios produzidos naquele ano pelos senadores sejam revisitados. Nicéa Pitta disse que o ex-senador Gilberto Miranda e o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), protegeram Pitta e Maluf durante os trabalhos da CPI.





