O PMDB realizou neste fim de semana sua convenção estadual, confirmando o senador Roberto Requião como candidato ao governo do Estado. O PT também reuniu-se e aprovou a coligação na majoritária com o PMDB, indicando, por consenso, o deputado federal Nedson Micheleti como candidato a vice.
A definição do vice das oposições, no entanto, ainda depende de conversas durante esta semana com o PDT, que insiste na vaga para integrar a aliança (formada por dez partidos).
O deputado Edgar Bueno, que gostaria de ser o vice de Requião, reafirmou ontem que o partido pode lançar candidato próprio ao governo, se não conseguir obter a candidatura. ‘‘Estamos dispostos a conversar e achamos possível um entendimento’’, disse Bueno, que compareceu à convenção peemedebista. O PDT cogita mais dois nomes, além de Bueno, como candidatos a vice: o ex-deputado Nelton Friederich e o vereador curitibano Jorge Bernardi.
O presidente do PT-PR, Roberto Salomão, avalia que as conversações com o PDT podem avançar esta semana. Para ele, ‘‘tudo estará definido até o dia 30’’, já que no dia 28 o PDT também se reúne em convenção para tomar uma posição final sobre a eleição estadual. 30 de junho é o prazo máximo estipulado pela Justiça Eleitoral para definição de candidaturas.
Para a vaga de candidato ao Senado ainda não há consenso. Por enquanto nenhum partido se mostrou interessado em indicar um nome. De acordo com o tesoureiro do PMDB, José Maria Correia, ‘‘as negociações continuam durante esta semana, até mesmo com o PSDB’’. José Maria ainda acredita na possibilidade de atrair o ex-governador Álvaro Dias, apesar de considerá-la remota. Esta posição é compartilhada pelo indicado do PT, Nedson Micheleti. Ele explica: ‘‘Já que o Álvaro foi rifado pelo Fernando Henrique e agora está esperando não ser rifado pelo Jaime Lerner, nós consideramos positiva a sua candidatura ao Senado, sozinho, desde que ele continue questionando o governo Lerner’’, pondera Micheleti. Ocorre que, para viabilizar sua candidatura ao Senado, de modo a não correr risco de ficar sem mandato, Álvaro precisaria de um apoio ‘‘branco’’ do Palácio Iguaçu, que lançaria um candidato ‘‘laranja’’, facilitando a sua eleição. O presidente do PFL-PR, José Carlos Gomes de Carvalho, o Carvalhinho, já admitiu esta hipótese. O nome do ‘‘laranja’’, porém, ainda é uma dúvida.
Requião discursou na convenção peemedebista, fez as habituais críticas ao governo do Estado, mas teve que se retirar antes do fim do encontro. É que foi chamado às pressas para casa, em função do falecimento do seu cunhado, Mário Quarenghi, vítima de um acidente automobilístico.
Lerner - Quatro pequenos partidos aliados ao governador Jaime Lerner também confirmaram neste fim de semana apoio à sua reeleição. PSB e PST fizeram convenções no sábado, lançando candidatos a deputado federal e estadual por uma chapa única. No domingo se reuniram o PSC e o PRP, também avalizando a recandidatura de Lerner e escolhendo a chapa para a eleição proporcional.

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