Curitiba - ''Na mesma noite em que traiu o Paraná, o governador aposentado votou a favor de empréstimos internacionais para RS, SC, CE e BA'', reclamou Beto Richa (PSDB) ontem, na internet, após saber que o Senado tinha suspendido a liberação de R$ 735 milhões do Banco Mundial (Bird) para o Estado. Durante a apreciação da matéria, o senador Roberto Requião (PMDB) pediu que o relator do assunto no Senado expusesse onde seria aplicado o recurso. Delcído Amaral (PT-MS), favorável à aprovação do empréstimo, não encontrou a informação e o presidente da reunião, José Sarney (PMDB), tirou o item da pauta.
Requião argumenta que nos outros casos a informação estava claramente exposta, diferente do Paraná. ''O secretário de Planejamento de Beto Richa é o mesmo Cássio Taniguchi que foi secretário de Jaime Lerner, quando o endividamento do Paraná pulou de 1,4 bilhão de reais (1994), para 21 bilhões de reais (2002). Logo, as antecedentes são preocupantes'', argumenta o senador, em nota via assessoria de imprensa.
Beto criticou repetidamente a sitação na quarta-feira pelo Twitter. ''É inaceitável essa atitude do senador e governador aposentado Roberto Requião contra o Paraná'', chiou o governador. Em setembro FOLHA antecipou a conclusão da negociação com o Bird, cujo dinheiro iria para Saúde (''Mãe Paranaense''), Educação (reformas nas escolas), Meio Ambiente (microbacias) e Agricultura (Pro-Rural). Na mesma nota, Requião afirma que não é contra empréstimos para o Paraná.
''Se o governador Beto Richa não gastasse 500 milhões de reais em propaganda; não elevasse a participação do capital privado nos lucros da Copel em mais de 150 milhões de reais; não elevasse de 25 para 50 por cento a participação do sócio privado da Sanepar nos lucros da empresa; se não torrasse 5,6 milhões de reais em aluguel de avião, como pretende torrar, não haveria necessidade de se emprestar os pretendidos 700 milhões de reais'', alfineta Requião.

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