Requião e Alvaro gastaram R$ 8,2 milhões na campanha
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quinta-feira, 28 de novembro de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A campanha do candidato que perdeu a disputa para o governo do Estado, Alvaro Dias (PDT), foi duplamente cara. Além de não ganhar a eleição, Alvaro gastou oficialmente mais do que seu adversário. A prestação de contas protocolada na terça-feira, último prazo determinado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a entrega dos comprovantes de gastos, mostra que a campanha de Alvaro custou R$ 4,7 milhões. Já o governador eleito Roberto Requião (PDT) declarou ter investido cerca de R$ 3,5 milhões. O PMDB também entregou a prestação de contas no último prazo.
A previsão inicial do PDT era gastar R$ 2,8 milhões na campanha de Alvaro. Segundo o presidente do Comitê Financeiro do partido, Lúcio Cione, ao colocar a campanha na rua, no entanto, a coordenação percebeu que esse valor não seria suficiente. ''Fizemos então um pedido de suplementação, o que é permitido por lei, e aumentamos o nosso teto para R$ 7 milhões'', explicou Cione. O PMDB podia gastar até R$ 8 milhões, porque foi esse o valor registrado no TRE. ''Esperávamos ter mais doações. Como elas não existiram, fizemos a campanha com menos dinheiro'', explicou o membro da executiva estadual do partido, Milton Buabssi.
A empresa Nutriara Alimentos, empresa que produz rações e alimentos congelados em Arapongas, foi a maior doadora da campanha de Alvaro. Da empresa, o candidato ganhou R$ 824 mil. A segunda maior contribuição veio da UTC Engenharia, que doou R$ 761 mil. E o Grupo Guerdau colaborou com R$ 200 mil.
Já na campanha de Requião, segundo Buabssi, as doações foram bem mais modestas. As maiores giraram na casa dos R$ 100 mil. ''Na média, as doações foram de R$ 50 mil, mas tivemos algumas maiores, que chegaram a R$ 100 mil, contou Buabssi, que prefere não revelar o nome dos doadores.


