Curitiba O candidato do PMDB ao governo, senador Roberto Requião (PMDB), já sentou para conversar com o comando do PT, do PPS, e com interlocutores do PSDB de Beto Richa. Nas mesas de negociações, o apoio que Requião quer no segundo turno para chegar ao Palácio Iguaçu e o espaço que cada aliado poderá ter num futuro governo seu.
Requião e seu vice, o deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), estiveram reunidos anteontem à noite com o deputado federal Padre Roque Zimmermann, que era o candidato do PT ao governo. Os peemedebistas também conversaram com o deputado federal Rubens Bueno, presidente estadual do PPS.
O PMDB trabalha com afinco para atrair setores do PSDB. A ponte de negociação com os tucanos é o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão. Brandão e Requião, aliás, já ensaiaram aproximação antes mesmo do início da campanha no primeiro turno. Os detalhes e os termos de uma possível aliança, porém, não vazaram.
Segundo Pessuti, Requião também conversou com Basílio Villani, o presidente estadual do PSDB e coordenador da campanha de José Serra no Paraná. Villani se recupera de uma cirurgia cardíaca, mas tem acompanhado de perto as movimentações do meio político.
A negociação de apoio para o segundo turno começou mesmo antes de o resultado ser divulgado. Na noite do dia 6, os prefeitos já começaram a receber ligações dos comandos de campanha.
O candidato do PDT, Alvaro Dias, por sua vez, tem dividido seus últimos dias entre Curitiba, Brasília e São Paulo. A Folha tentou contato com Alvaro durante toda a tarde de ontem, mas ele não atendeu às ligações. Segundo sua assessoria, ele estaria viajando, possivelmente em São Paulo. A viagem de Alvaro levantou suspeitas entre seus adversários. Apesar de ter declarado que, conforme diretriz do comando nacional, estaria com Lula (PT) no segundo turno, Alvaro poderia optar por um caminho diferente.
Alvaro aproveitaria sua influência no PSDB, partido que já presidiu durante anos no Paraná, e buscaria uma reaproximação com o governo federal e com o presidenciável José Serra (PSDB). Aliados próximos ao pedetista, porém, refutam essa tese, argumentando que Alvaro não se aproximará de Serra porque guarda mágoa do processo de expulsão que sofreu no partido, por ter assinado a CPI da Corrupção uma proposta da oposição contra o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

mockup