Curitiba - Dos quatro principais candidatos ao governo do Estado, três apostam que o Paraná terá segundo turno. São os casos dos candidatos Flávio Arns (PT), Rubens Bueno (PPS) e Osmar Dias (PDT). Para que o segundo turno aconteça de fato, todos os candidatos terão que ter - somados - mais do que 50% dos votos válidos (não são computados os votos em branco ou nulos). O governador licenciado Roberto requião (PMDB) é o único que não acredita em segundo turno. ''Acho que é primeiro turno com facilidade. Eu acredito que vou ganhar de 8 a 10 pontos na frente do segundo colocado'', disse Requião no final da tarde de sexta-feira, quando chamou a imprensa para comentar sobre sua queda na pesquisa Datafolha. ''De qualquer maneira, dificilmente vai além do primeiro turno. O resultado deve ser favorável'', acrescentou o candidato.
Osmar Dias também está confiante. Ele percorreu vários municípios do interior e da Região Metropolitana de Curitiba e garante que a receptividade foi grande. ''Todas as pessoas com quem eu falo estão esperando e confiando no segundo turno. A tendência é de queda do primeiro colocado (Requião) e de crescimento de todos os demais. Os indecisos não votarão no governo, que teve quatro anos para convencê-los. Eles irão procurar uma opção nova'', analisou Osmar. O pedetista disse que deseja ir para o segundo turno -onde terá mais tempo para fazer uma campanha propositiva. ''Quero mostrar para o eleitor o que tenho para não apenas fazer assistencialismo, mas para melhorar a condição de vida das populações mais pobres. Mas sem cortar os programas atuais. Vou melhorá-los'', prometeu.
O ex-deputado federal Rubens Bueno não acredita nas pesquisas de opinião. Por isso mesmo, garante que estará no segundo turno ao lado de Requião para apresentar melhor suas propostas de governo. ''Estou animadíssimo. A pesquisa é o dia da eleição. Não tem perigo de encerrarmos a eleição no primeiro turno (hoje). Nem os eleitores acreditam nisso. A população começou a tomar pé da situação eleitoral agora e é exatamente agora que vai decidir pelo melhor'', ponderou Bueno.
O senador Flávio Arns também acredita no segundo turno, mas não está tão confiante que será ele o candidato a disputar o governo do Estado com Requião. ''Batalhei até o último minuto. A vitória acho que tive, mesmo que ela não seja refletida nas urnas. Não tenho do que me arrepender'', disse o candidato petista. Arns disse que não teve uma boa infra-estrutura de trabalho nas ruas.
Até por conta da falta de dinheiro. Ele fez críticas a equipe de Requião, que teria colocado cabos eleitorais em todos os municípios paranaenses. ''Não temos infra-estrutura de rua porque não temos dinheiro. E mesmo que tivéssemos, não acho que tenhamos que comprar cabos eleitorais. Os cabos eleitorais precisam ser voluntários. O que se vê nas ruas da capital se vê em todos os municípios. Fica difícil competir. Mesmo assim, a possibilidade de segundo turno é muito concreta no Paraná''.
Requião, Bueno e Arns votam hoje em Curitiba e permanecem na cidade para acompanhar a apuração dos votos. Osmar Dias acompanha a votação da mulher em Curitiba e parte para Maringá, onde vota. No final do dia, retorna para a capital para acompanhar o resultado. (Colaborou Catarina Scortecci)

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