O senador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que se estivesse no lugar do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), também venderia a Sercomtel Celular, mas usaria outros argumentos para justificar a privatização. ‘‘Não tem nada a ver uma prefeitura administrar telefone celular’’, frisou. ‘‘O Nedson não precisa ficar repetindo o mesmo discurso do governador com relação à venda da Copel e dizer que o problema é a competitividade.’’
A afirmação de Requião foi feita em Campo Mourão, onde participou de um encontro do PMDB pela manhã. ‘‘Dizem que a Sercomtel não é competitiva porque não pode atuar em Cambé. Ora, então a Prefeitura de Londrina também não é competitiva porque não pode atuar fora do município’’, ironizou. Ele disse que a população de Londrina é contra a venda porque sabe que privatização é sinônimo de aumento das tarifas.
O senador também criticou a venda da Copel. Reafirmou que se for eleito governador se a Copel estiver privatizada, vai reestatizar a empresa.
Requião disse que não se surpreendeu com a notícia publicada ontem na Folha de que o senador Alvaro Dias (PSDB) gostaria de ficar no ninho tucano. ‘‘É claro, o PSDB tem oito minutos no horário eleitoral da TV.’’ Apesar do convite feito a Alvaro para ingressar no PMDB, Requião afirmou que ele e o senador tucano são como ‘‘água e azeite’’. (S.S.)

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