Roberto Requião, que disputa a reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC), disse ontem na Redação da Folha de Londrina, que somente deve declarar quem vai apoiar para a Presidência da República quando votar, no dia 1º de outubro. Desde que registrou a candidatura, em coligação com o PSDB, de Geraldo Alckmin impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Requião não se posicionou sobre a disputa pelo Palácio do Planalto. Em 2002, ele apoiou no segundo turno o petista Luiz Inácio Lula da Silva.
''Ainda não sei (quem irá apoiar). Estou escandalizado com a corrupção, mas não consegui esquecer ainda que venderam a Vale do Rio Doce e no primiero trimestre, com a venda dos estoques de minério, eles pagaram o preço da compra da Vale do Rio Doce. E não foi só a Vale, foi tudo. Não posso esquecer o que fizeram com o Bamerindus. Eu procurei o (ex-ministro da Fazenda Pedro) Malan e propus um Proer e a fusão do Bamerindus com o Banestado, fazendo uma empresa de economia mista no Paraná que seria o maior banco do país. O Malan topou inicialmente mas depois o (ex-governador Jaime) Lerner e o Fernando Henrique enterraram a idéia e o Paraná perdeu um banco'', contextualizou.
''Acho que a corrupção no Congresso Nacional não começou com o Lula, mas o Lula tinha a obrigação, pela esperança que a gente tinha nele, de acabar com isso, mas não começou. Eles simplesmente continuaram fazendo o que estavam fazendo. Vai chegar uma hora que eu vou ter que votar. Quando eu votar eu vou dizer em quem. Eu não sei o que eu vou fazer'', afirmou.
Requião assegurou ainda que não está sendo assediado pelas lideranças e coordenações das campanhas dos dois candidatos. ''Eu não sou assediado. Sou um sujeito de opinião tão independente que as pessoas nem chegam'', disse.
Conforme Requião, o foco da campanha à reeleição será o trabalho desenvolvido nos 44 meses de governo. ''É a continuidade do que a gente começou. São 24 hospitais no Paraná. Maior investimento no País em segurança pública é no Paraná, disparadamente o maior em números relativos ao orçamento e à população. São 12 penitenciárias construídas, uma construída pelo governo federal, uma em Cruzeiro que comecei agora em parceria com o governo federal, e 10 construídas pelo Estado. Tínhamos 7,5 mil, 8 mil vagas, em cem anos. Estou construindo mais onze mil vagas'', elencou.
No entanto, Requião deu uma amostra que o clima amistoso dos programas do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, deve ceder espaço para críticas aos adversários nos próximos dias. ''Eu vou mostrar o que fiz e algumas obras do (senador e candidato ao governo pelo PDT) Osmar Dias, como por exemplo a lei de biossegurança, que impede o pessoal de usar qualquer tipo de adubo químico dez quilômetros em torno do Parque Nacional. Eles vão lá e dizem que eu que estou proibindo e a lei é dele. Até fiz um comercialzinho dizendo: Osmar foi um erro seu. Volte para o Senado e corrija isso'', ironizou.

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