O governador Roberto Requião criticou duramente a decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, e disse acreditar que a medida cautelar concedida por ela ao grupo Dominó Holding deve ser derrubada tão logo terminem as férias forenses. ''A decisão foi dada provavelmente por falta de informação da ministra e tão logo ela volte de uma viagem que está fazendo ao Alaska, ela vai receber a informação correta e a Sanepar voltará para o povo do Paraná'' ironizou o governador, mantendo seu estilo tradicional. Requião considerou ainda que a decisão foi, no mínimo, estranha. ''Eles não ouviram o Estado do Paraná, não ouviram a Sanepar e na véspera do recesso. Se tivessem ouvido o Estado, essa decisão não existiria'', apontou.
Como o recesso do STJ termina apenas no início de agosto, a medida cautelar permanecerá em vigor por pelo menos um mês. ''Foi muito prejudicial, mas o Estado não vai admitir que o povo seja lesado. Um grupo minoritário não pode tomar conta de uma empresa para aumentar seus lucros, acabando com as políticas sociais e prejudicando os municípios'', enfatizou o governador. A medida cautelar concedida pelo STJ suspendeu o decreto de Requião que aumentou o capital acionário do governo na Sanepar em R$ 397,3 milhões. O decreto foi aprovado pela Assembléia Legislativa.
Com a derrubada do decreto, o Conselho Administrativo da Sanepar perdeu a habilitação para tomar decisões e a reunião que aconteceria no início desta semana foi cancelada. Requião esteve ontem em Londrina para a inauguração de mais um supermercado da rede Super Muffato, que já possui três unidades na cidade.

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