''Não quero organizações de bandidos dentro da Polícia''. Foi essa a resposta do governador Roberto Requião (PMDB), ontem à tarde, quando questionado sobre as razões para a extinção do Grupo Águia, da Polícia Militar (PM).
A declaração foi dada em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), última das três cidades em que ele inaugurou moradias populares e onde permaneceu por pouco mais de meia hora. Antes, passou por Arapongas e Apucarana.
Requião foi ácido ao explicar o porquê de o governo ter adotado a iniciativa contra o Águia. ''O grupo tomou freio nos dentes, e a polícia ao longo do tempo não teve o controle dele, que foi responsável por algumas barbaridades'', afirmou, para completar: ''A polícia não precisa de grupos especiais, já tem a P2. Tem é que ser firme, mas sem bandidos.''
Sobre os rumos de outro grupo, o Tigre especializado em investigações de sequestros , da Polícia Civil, o peemedebista descartou qualquer mudança semelhante. ''É um grupo investigativo, não de ação, operacional. Ele continua'', disse. Já os PMs do Águia devem ir ''para as ruas trabalhar como qualquer outro policial, sem privilégios''.

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