Requião diz que não abre mão de sua candidatura
O senador Roberto Requião (PMDB) não está disposto a abrir mão de sua pré-candidatura ao governo do Paraná, para facilitar a formação de uma aliança política de oposição à reeleição do governador Jaime Lerner (PFL), com o PSDB, PTB e PPB, já no primeiro turno. É lícito que cada partido lance um candidato. O que eu quero é um grupo com um eixo comum de crítica à atual gestão, com propostas para o Banestado, Copel e outros setores, observou o senador.
Ele vê com bons olhos uma união mais efetiva num eventual segundo turno. E sinalizou ontem que não cede neste primeiro turno em favor nem do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), do senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB), e nem do deputado federal Ricardo Barros (PPB), os pré-candidatos colocados pelo partidos para disputar a sucessão de Jaime Lerner. Eu não quero ser candidato ao governo, eu sou candidato ao governo. Não cedo e o PMDB não cede, declarou o senador, que esteve ontem em Curitiba para dar continuidade a sua romaria pelos diretórios municipais do partido em todo o Estado.
As discussões iniciadas com o PTB, na semana passada, não inviabilizam o apoio de partidos de esquerda, como o PT e o PC do B, garante Requião. Ele diz que o que houve no jantar oferecido por José Eduardo em Brasília, para ele as bancadas de deputados do PMDB, foi o início de uma conversa que pode resultar num plano político comum no ano eleitoral. Sobre a possibilidade de aproximação do PSDB de Álvaro com o PFL de Lerner, o senador considerou improvável. O que o Álvaro teria a ganhar? Ficar numa mesma aliança com quem quebrou as finanças do Paraná?, provocou o senador.





