O governador reeleito Roberto Requião (PMDB) quer garantir um final de ano tranquilo ao seu secretariado. Ontem, ele assegurou que a nova composição do primeiro escalão do governo será definida calmamente somente a partir de janeiro.
''O secretariado fica exatamente como está. Até o dia primeiro, todos os secretários festejarão como secretários o Natal e o Ano Novo, e com calma, em janeiro, vou ver o que faço'', afirmou, durante rápida visita a Londrina.
Apesar de não adiantar qualquer alteração, Requião deu indícios que algumas pastas deverão ter novos comandantes para acomodar indicações de partidos e pessoas que contribuíram para a sua reeleição. ''Tem uma participação importante do PT ocorrida no segundo turno, dos deputados do PSDB que estiveram conosco, forças políticas e sindicais e, com calma, vamos viabilizar a participação de todos no governo. Isso é prioritário, mas não fundamental. Fundamental é que o governo funcione com os melhores quadros possíveis.''
Requião ainda garantiu que não deverá interferir no processo de escolha do novo presidente da Assembléia Legislativa. Por enquanto, estão na disputa Nereu Moura (PMDB) e Nelson Justus (PFL). ''A Assembléia tem autonomia absoluta para votar. Quando eu era deputado tinha horror quando o governo interferia na Assembléia. Não faço isso. Não fiz nos dois governos e não vou fazer isso no terceiro'', assegurou.
Conforme o governador, educação e saúde serão prioridade do segundo mandato. ''Vamos baixar a mortalidade infantil e a mortalidade materna e vamos tratar da educação que tem que ser modelo no país.''
Requião também fez críticas à atuação da imprensa paranaense, a exemplo do que fez logo após o segundo turno das eleições. ''Na semana passada lancei o livro público, são 12 livros para o ensino médio público do Paraná e com a desatenção absoluta da imprensa que não se incomoda com o que é sério. Não vamos mais gastar em publicidade no Paraná neste governo. Coloquei no orçamento R$ 5 milhões, o suficiente para publicar edital. Vamos trabalhar e esse dinheiro que se gasta normalmente com a imprensa - o (Jaime) Lerner gastava R$ 130 milhões por mês, eu gastei uma média de R$ 20 milhões - eu vou investir em educação e saúde'', concluiu. (C.O.)

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