Requião diz que Alvaro não ficará com Lerner
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quinta-feira, 25 de junho de 1998
Lucinéia Parra 
O pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Roberto Requião, disse ontem em Maringá, que acredita no apoio de Álvaro Dias a sua candidatura ao governo do Estado. Ele (Álvaro Dias) não ficará com o Jaime, afirmou. Mais afiado do que nunca nas críticas contra o atual governo do Estado e também contra o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Requião disparou para todos os lados. Disse que o governo estadual perdeu a noção da realidade ao apresentar o projeto de privatização do Banestado, criticou o uso do dinheiro público nas campanhas de publicidade e condenou a cobrança de pedágio nas rodovias paranaenses.
Segundo Requião, a cobrança de pedágio é uma forma de manter os recursos tributários criados para a construção e manutenção das estradas e dar o monopólio do direito de ir e vir para as concessionárias. Ele disse que com R$ 50 milhões é possível fazer a manutenção das estradas do Paraná. De acordo com Requião, este valor é seis vezes menor do que o governo do Estado gastou nos últimos três anos em publicidade. Se o PMDB ganhar as eleições, o pedágio acaba no Paraná, assegurou.
Como candidato, Requião enumerou alguns projetos que fazem parte da plataforma de governo dele. Entre eles, a volta do programa Panela Cheia e a criação do programa Decola Paraná, que visa o desenvolvimento industrial a partir de incentivos para pequenas e médias empresas estrangeiras. Os incentivos, como o benefício fiscal, de acordo com Requião, só serão concedidos se houver uma associação com empresas paranaenses; se as empresas estrangeiras usarem matéria prima paranaense; e se elas concordarem em buscar outros centros para instalação, distante de Curitiba e Região Metropolitana. Sobre a Renault, Requião prometeu suspender todos os incentivos concedidos à multinacional.


