Curitiba - O candidato do PMDB, Roberto Requião, voltou a falar da concessão das rodovias do Paraná. Disse que contra o interesse público não há direito adquirido e que, portanto, poderá mudar ou romper o contrato com as empresas concessionárias. Enfatizou que as concessionárias não podem amortizar um capital que não investiram e que não é contra o pedágio em si, mas não concorda que o usuário não tenha uma rodovia alternativa para transitar caso não concorde com o pagamento da tarifa. Criticou ainda a venda de parte da Sanepar para o grupo francês Vivendi, que segundo ele está sendo investigado pelo Ministério Público daquele País.
Requião, que é conhecido pela acidez de seu discurso, manteve uma fala serena durante todo o debate. Ele comparou ainda alguns índices de desenvolvimento da época em que deixou o governo do Paraná com a situação atual. Requião disse que deixou o governo com um superávit de R$ 2 bilhões e hoje o superávit é de apenas R$ 389 milhões. Requião também afirmou que de 1994 para cá o Estado perdeu mais de 59 mil postos de trabalho e hoje 21% da população paranaense estão sem renda ou ganham até R$ 80,00 por mês, o que ele considera uma condição de miséria.
O candidato do PT ao governo do Estado, Padre Roque Zimmermann, disse que o seu partido é o único que nasceu de baixo e cresceu, apoiando os excluídos não só de melhores condições de vida, mas também excluídos da política, como as mulheres e os negros. Disse que o seu partido nega a tese de que o mercado vai regular a economia e portanto, defende a intervenção dos governos para garantir dignidade a todos. Explicou que sua administração estará voltada à reforma estrutural do Estado e ao incentivo da participação municipal na administração, promovendo um desenvolvimento sustentável. (D.A.)

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