Requião despreza pesquisa do Ibope
Ao participar de comício anteontem à noite, no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana, o candidato ao governo da Coligação Mais Paraná, Roberto Requião (PMDB), minimizou o resultado da nova pesquisa do Ibope, que apresenta uma vantagem de 17% favorável ao governador Jaime Lerner (PFL). O senador voltou a questionar a diferença dos resultados de pesquisas, apontando a nova sondagem do SBT/Brasmarket/Isto É, que mostra uma diferença de apenas 5%. Ele voltou a garantir que irá vencer a eleição com uma vantagem de aproximadamente 15%.
No palanque armado num dos mais populosos bairros de Apucarana e diante de uma multidão estimada em 5 mil pessoas, Requião teceu duras críticas a Lerner que, segundo ele, é responsável pelo contingente de cerca de 500 mil desempregados paranaenses. O senador também reprovou a venda de estatais como a Sanepar, e os altos investimentos para trazer montadoras estrangeiras, deixando de apoiar nossas pequenas e médias empresas.
O senador foi ainda mais incisivo, em relação aos gastos de R$ 334 milhões do governo com publicidade. Segundo ele, o dinheiro seria suficiente para construir 94,6 mil casas populares, ou comprar 10 milhões de cestas básicas para atender 100 mil famílias por oito anos. Assessores do senador disseram após o comício que, com o investimento em propaganda e a máquina na mão, o desempenho de Lerner é fraco, e isso reflete o descontentamento dos paranaenses, principalmente do interior, com o seu governo.
No comício, Requião também pediu voto para o vereador João Batista Cardoso (PMDB), candidato a deputado federal, e para o ex-prefeito de Apucarana José Scarpelini (PMDB), candidato a estadual. Também participaram o candidato a vice-governador Nelton Friedrich (PDT) e os candidatos Luiz Eduardo Cheida (PT) e Valdecir Gava (PT). O prefeito de Apucarana, Carlos Scarpelini (PPB), não subiu no palanque de Requião. Ele ainda não decidiu quem vai apoiar.Odair StraliottApostaRequião faz comício em Apucarana para público estimado em 5 mil pessoas: Vamos vencer a eleição com uma vantagem de 15%, reafirmouMaurício Borges





