O senador Roberto Requião (PMDB) descartou ontem em Londrina, durante entrevista coletiva, a possibilidade de aliança entre seu partido e o PT. O namoro das duas legendas acabou, segundo ele, com a definição, pelo PT, de lançar o deputado Padre Roque Zimmermann ao governo do Estado. Requião também está de olho no cargo e garante que é ‘‘candidatíssimo’’.
Sobre os outros partidos, Requião disse que o PMDB ‘‘está aberto para conversar’’. As coligações, reiterou, só serão formadas depois de os partidos traçarem suas propostas, que deverão levar em consideração uma política agrícola comum que priorize o Estado, discussões claras sobre o pedágio, entre outros itens.
Por enquanto, segundo o senador, as coligações do PMDB no Estado estão indefinidas. ‘‘Ninguém sabe ainda como vão ficar’’, comentou. Ele acrescentou que a verticalização das coligações para as próximas eleições, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é uma ‘‘farsa’’.
Requião disse que ‘‘teoricamente’’ concorda com a verticalização, mas não para as eleições deste ano, com a fase de definições partidárias em andamento. ‘‘É como se tirassem o goleiro no meio do jogo’’, comparou.
Para o senador, o TSE não tem funções legislativas e não pode estabelecer este tipo de resolução com o processo das eleições encaminhado. O PMDB, informou, está tomando medidas judiciais, para reverter a decisão aprovada pelo TSE.
O empresário Paulo Pimental, presente na entrevista, também anunciou sua candidatura ao Senado. A vereadora Elza Correia (PMDB) informou que irá disputar as eleições para deputado estadual. Já o secretário do Meio Ambiente de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, vai se desvincular do cargo no dia 5 de abril para se candidatar a deputado federal.
A cúpula do PMDB de Londrina estará reunida hoje, às 9 horas, na Câmara Municipal, para discutir propostas, projetos e planos do partido para as próximas eleições no Estado.

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