Curitiba - Não é a primeira vez que Requião se vê respondendo a denúncias de nepotismo. Em 1999, quando ocupava o cargo de senador, Requião foi acusado pela Rede Globo por ter empregado um de seus irmãos no seu gabinete no Senado. Na época, o atual governador rebateu a acusação no plenário do Senado, afirmando que o nepotismo não se restringia a contratação de parentes.
Em seu discurso, Requião afirmou que ''(...) o nepotismo é um mal da política do Brasil quando é o nepotismo da proteção, da vantagem, dos desvios dos recursos públicos. Porém, parentesco não é cláusula infamante''. Ainda quando era senador, Requião posicionou-se contra um projeto de lei da senadora Marina Silva (atual ministra do Meio Ambiente), que proibia a indicação de parentes de 1º grau para o cargo de suplentes no Senado. Requião criticou o projeto. ''O projeto parte do pressuposto que o povo não sabe diferenciar o nepotismo de uma indicação que não transforma o parentesco em estigma'', disse Requião à época.
No primeiro mandato como governador (1991-1994), dois de seus irmãos tinham cargos no Executivo. Maurício trabalhava no Instituto de Desenvolvimento de Educação do Paraná, e Eduardo foi secretário do Meio Ambiente e de governo. O primo, Heitor Wallace, era presidente do Banestado.
O termo nepotismo do radical latino ''nepote'', que significa neto e sobrinho é usado para criticar os governantes que empregam ou beneficiam seus parentes.

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