Requião defende aliança de oposição no primeiro turno
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sábado, 14 de julho de 2001
Lúcio HortaDe Londrina 
O senador Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB, insiste na tese de que uma aliança entre os partidos de esquerda e centro-esquerda poderia garantir a vitória da oposição ainda no primeiro turno das eleições de 2002. Isso para o Paraná e também para o Brasil, destacou.
Para o senador, que esteve ontem em Londrina, tanto o governador Jaime Lerner (PFL) quanto o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não têm condições de lançar um nome capaz de crescer e decidir a eleição no primeiro turno. Seria uma desgraça muito grande. Mas o governo não tem candidato, reforça.
Ele completa: Uma coisa hoje está muito clara. O FHC não é presidente da Nação. É o capataz do mercado. E o mercado é uma abstração atrás da qual se esconde os interesses do capital especulativo, ironiza.
Requião acrescenta que a discussão em torno das alianças, sobretudo com o PT, ainda está em banho-maria, por causa das convenções. E não posso interferir na política interna do PT. Mas não existe segundo turno para vice-governador nem para o Senado. Se os partidos de esquerda se compuserem agora, fazem o governador, o vice, e os dois senadores. Se não, não fazem nada, apontou.
Otimista em relação às chances do PMDB no Paraná com ou sem coligação Requião avalia que se o PT sair sozinho na disputa poderá perder a chance de eleger, tranquilamente, ao menos um vice ou um senador.
Já em relação à disputa pela Presidência, o senador até admite uma união de forças em torno do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que vem apresentando mais de 30% de intenção de votos nas pesquisas eleitorais. Mas ainda temos que avançar nesse sentido, ponderou. O importante é uma coligação de forças, com Lula ou com Itamar (Franco, governador de Minas e pré-candidato pelo PMDB).
Requião disse não acreditar que a ala governista do PMDB consiga viabilizar uma aliança com PSDB. Ele observou, no entanto, que a postura de alguns governistas, que estão admitindo abandonar o governo, não passa de estratégia. Na verdade, estão simulando um abandono. Eles vão ficar até o fim, vão lamber a rapadura até sangrar a língua, disse.


