Curitiba - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), afirmou segunda-feira que PT e PMDB podem ser eliminados na primeira fase da disputa à Prefeitura de Curitiba, caso não unam forças em uma aliança. ''Se o PMDB lançar um candidato e o PT outro, nenhum dos dois vai para o segundo turno'', disse. Segundo ele, nessas condições haveria ''polarização entre o candidato do próprio município (do grupo que está no poder) e um terceiro, que se viabilizará no processo''. ''Se rompermos a base de apoio que nos trouxe ao governo do Estado, corremos o sério risco de não mandarmos o candidato para o segundo turno'', insistiu, classificando a hipótese de ''uma bobagem monumental''.
Requião defende a aliança PT-PMDB à prefeitura com o deputado estadual petista Ângelo Vanhoni encabeçando a chapa à sucessão de Cassio Taniguchi (PFL). Seu grupo enfrenta a resistência de uma ala que quer a candidatura própria, preferencialmente do deputado federal Gustavo Fruet. Essa ala seria minoritária. A convenção do PMDB que define como o partido deve seguir nestas eleições está marcada para a próxima terça-feira.
Para Requião, ''bobagem monumental'' seria não concretizar a aliança ''e entregar a prefeitura exatamente para os grupos que a dilapidaram, foram responsáveis pelo caixa dois e esses escândalos todos que, de resto, Curitiba, o Paraná e o Brasil conhecem''.
A insinuação foi dirigida ao grupo de Taniguchi (que responde a processo por suspeita de caixa dois na campanha que o reelegeu, em 2000) e do ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL, hoje PSB), que governou o Paraná de 1995 a 2002. Taniguchi e Richa não quiseram comentar as declarações do governador.
Os presidentes dos diretórios estaduais do PT, André Vargas, e do PMDB, Dobrandino da Silva, reuniram-se esta semana pela primeira vez para discutir as eleições municipais. Vargas declarou que a aliança estaria nas mãos do governador.

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