Curitiba O governador Roberto Requião (PMDB) reuniu ontem todo seu secretariado, incluindo os diretores das pastas, em um seminário a portas fechadas para debater o plano de governo dos próximos quatro anos. O encontro, realizado no Canal da Música, Bairro Mercês, encerra-se hoje. A palavra de ordem na administração, segundo Requião, é integração. O governador quer que a equipe compatibilize os programas. ''É fundamental que todos os atos sejam feitos em conjunto, para que todos os setores saibam como anda o governo e o que será feito em cada área'', afirmou o governador.
Requião abriu a série de debates pela manhã. O Seminário de Governo foi organizado pela Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, comandada pela secretária Eleonora Fruet. De acordo com ela, a meta é reunir informações e obter um completo diagnóstico da situação deixada pela equipe do ex-governador Jaime Lerner (PFL). A partir do debate que está em curso, o primeiro escalão vai traçar as prioridades do plano e governo do PMDB, que tem como um de seus pilares o combate à pobreza.
As discussões têm como eixos a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, e o Orçamento 2003 fixado em cerca de R$ 11 bilhões e costurado pelo governo anterior. Requião determinou que as secretarias elaborassem um raio-X do Estado contendo informações detalhadas sobre a situação econômica, social, de infra-estrutura e recursos humanos das áreas pelas quais respondem.
Eleonora explicou que as análises surgidas no encontro vão ajudar a detectar os problemas, que serão combatidos por meio de políticas públicas específicas. ''A partir dos resultados será possível definir programas de gestão e sistematizar de forma mais adequada e segura o plano de governo'', disse. Para o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, o seminário é uma forma de todos os secretários se informarem sobre o que cada pasta está executando.
O secretário de Estado da Administração e Previdência, Reinhold Stephanes, disse que uma das principais metas do atual governo deve ser reduzir custos da máquina administrativa. Ele afirmou que o Estado vai diminuir, nos próximos meses, os gastos com telefonia e locação de automóveis. O secretário da Administração está concluindo análises consideradas priortárias em sua pasta: as futuras mudanças no regime jurídico da ParanáPrevidência, o fundo de pensão e aposentadoria dos servidores; no Sistema de Assistência à Saúde (SAS); e a reativação do Hospital da Polícia Militar de Curitiba.

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