Curitiba - O candidato do PMDB ao governo do Estado, senador Roberto Requião, voltou ontem a criticar o sistema de urnas eletrônicas adotado no Brasil. ''Eu acredito que as urnas eletrônicas possibilitam a fraude. Isso não significa que necessariamente haja fraude'', ponderou. E lembrou que a situação das urnas eletrônicas é semelhante a questão do painel do Senado. ''Eu não acreditava que houvesse violação, mas houve.'' Ontem o candidato fez uma visita de cortesia ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Gil Trotta Teles, com quem conversou sobre a fragilidade do sistema.
Requião defende que todos os votos eletrônicos sejam também impressos. A impressão daria a ''garantia absoluta do sigilo e da verdade das eleições''. Continuando nas suas críticas ao sistema, Requião disse que 47 países receberam proposta de utilizar a urna desenvolvida no Brasil e todos recusaram. ''Não foi por acaso que isso aconteceu'', considera.
Este ano no Paraná serão utilizadas 23 mil urnas eletrônicas, que já estão sendo preparadas. Em cinco municípios os votos serão impressos, como defende Requião. São os municípios de Campo Largo, Cornélio Procópio, Lapa, Telêmaco Borba e Rolândia. Assim que o eleitor terminar de votar, o seu voto será impresso e depositado em uma urna plástica.
A partir de 2004, esse procedimento deve ser ampliado. Porém, ainda não existe a confirmação de que 100% do sistema já seguirá essa forma nas próximas eleições municipais.
No dia 12 de agosto as pessoas que vão trabalhar nas eleições começam a ser treinadas. Para os eleitores, o treinamento, que é itinerante, começou no dia 11 de maio. Como esta será a quarta eleição informatizada, o TRE acredita que o eleitor não terá dificuldades para votar.

mockup