Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) ironizou ontem a criação de uma Secretaria Municipal Especial Antidrogas em Curitiba para coibir os homicídios e outros crimes ligados ao tráfico de drogas. A pasta será ocupada pelo delegado Fernando Francischini, que chefiava a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal (PF) de São Paulo. ''Eles estão é com grande problema interno de drogas'', disse Requião, em entrevista à FOLHA.
Francischini assume o cargo amanhã. O objetivo é investir pesadamente em sistemas de inteligência - que identifique as bocas de fumo - e em prevenção. Francischini foi aliado do governo do Estado em várias operações que culminaram nas prisões de traficantes de drogas e de integrantes de uma quadrilha composta por policiais militares responsáveis pelo assassinato de um major da Polícia Militar, nas Operações Tentáculos I e II. Foi ele um dos responsáveis também pela prisão do empresário Paulo Pacheco Mandelli, que estava foragido há mais de quatro anos. ''Eu acho fundamental a criação dessa secretaria. É indispensável. Afinal, a Prefeitura de Curitiba é uma droga!'', criticou Requião.
Nas eleições de 2006, Francischini rompeu seus laços de amizade com o secretário Luiz Fernando Delazari, da Secretaria de Estado de Segurança Pública. A Secretaria Antidrogas terá apoio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), instituído pelo Ministério da Justiça em 11 regiões metropolitanas consideradas mais violentas, de acordo com pesquisas do ministério. O Pronasci pretende articular políticas de segurança com ações sociais, priorizando a prevenção. A previsão do governo Federal é investir R$ 6,7 bilhões no programa até 2012.
A Prefeitura de Curitiba não quis se pronunciar ontem sobre as críticas do governador Roberto Requião.

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