O Congresso vive o chamado ''mensalão''; o aumento da participação do PMDB no governo Lula, o recém-criado ''ministerião''. A comparação foi feita ontem à tarde pelo governador Roberto Requião que criticou a exemplo de outros governadores da sigla a proposta do governo federal de ampliar a participação da legenda nos ministérios.
As mudanças foram anunciadas no início da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ofertou mais quatro ministérios ao PMDB, além dos dois que o partido já detinha. A base aliada no Congresso de início aceitava, contra resistência de outros setores peemedebistas pelo País. Para Requião, a aceitação vinda no decorrer da semana trata-se de ''barganha''.
''Isso é uma vergonha, é uma barganha de cargo por apoio. Tem que apoiar quando se concorda a política do Governo, não dessa forma. Falam do mensalão, mas virou um 'ministerião' essa postura, isso sim', reclamou. No Paraná, a aliança com os petistas parece inalterada. ''Estou gostando muito'', resumiu.
O governador veio à cidade para a assinatura de ordens de serviço para obras de ampliação dos sistemas de abastecimento e de coleta e tratamento de esgoto da Sanepar. Mais tarde, visitou a inauguração de obras no Colégio Estadual Benjamin Constant, na Vila Portuguesa (Centro). Irritado com a discussão na Câmara contra a renovação ou não com a Sanepar, o chefe do Executivo estadual mandou um recado: ''Não sei se serei candidato à reeleição ou não, mas estou trabalhando bastante. Querem audiência pública em Curitiba para tratar desse assunto? Trabalhem como eu'', recomendou.

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