Curitiba - Uma circular enviada pelo governo do Paraná ao funcionalismo público na última terça-feira provocou polêmica. O ofício informa que toda a administração pública direta e indireta deve cumprir expediente normal na próxima terça-feira quando, em Curitiba, é feriado, dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz. O Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (Sindenel) informou ontem que pretende cobrar o pagamento de horas-extras caso a Copel não volte atrás na decisão de suspender o feriado. ''Enviamos um ofício pedindo à empresa que reveja a decisão, que é inusitada'', avisa o presidente do Sindenel, Alexandre Donizete Martins.
''A Copel sempre respeitou o feriado do dia 8. Dessa vez fomos surpreendidos na véspera'', completa. Segundo Martins, durante os feriados são mantidas equipes na empresa para atender eventuais problemas: ''Não há qualquer prejuízo para a população''.
Não é a primeira vez que o governador Roberto Requião (PMDB) toma uma medida assim. Em dezembro de 2007, um decreto assinado pelo peemedebista permitia que o recesso do funcionalismo referente às festas de fim de ano fosse depois descontado nas férias regulares dos trabalhadores.
A decisão anunciada no último dia 1º, contudo, não deve atingir as escolas estaduais. A APP Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) divulgou ontem que as escolas em Curitiba que têm previsão do recesso ''manterão o recesso''. A orientação seria da própria Secretaria de Estado da Educação.
Para a presidente da APP Sindicato, Marlei Fernandes, a manutenção do feriado municipal também se sustentaria no Parecer nº 355/09 do Conselho Estadual de Educação (CEE), que reitera a autonomia das escolas na organização do calendário. ''Somos favoráveis à manutenção do feriado para os servidores de Curitiba. Existem outros feriados municipais que são respeitados'', acrescentou ela.

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