O governador Roberto Requião (PMDB) contestou ontem, durante a escola semanal de governo, o relatório do Tribunal de Contas do Paraná (TCE), divulgado no último dia 12, que aprovou com ressalvas as contas estaduais referentes ao exercício de 2007. ''Me perdoe o conselheiro Heinz (Herwig, relator do caso no TCE) mas não é bem assim'', afirmou Requião.
O relatório, que ainda deverá ser aprovado pela Assembléia Legislativa, fez observações sobre a administração previdenciária do Estado, alertando para o fato de que teria sido registrado o segundo ano com déficit técnico acumulado. O presidente da Paranaprevidência, Munir Karan, afirmou ontem que a entidade vive uma situação atuarial financeira ''de completo equilíbrio''. De acordo com o relatório, para fazer frente ao custeio da Paranaprevidência, foi fixada uma contribuição mensal correspondente a 1,5% da folha total de proventos dos servidores aposentados e pensionistas, que não estaria sendo paga pelo governo desde agosto de 2003. Na opinião de Karan ''confunde-se déficit e dívidas que não existem com planos atuariais.''
O governador encarregou-se de responder às observações do TCE sobre os precatórios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), comandada por Eduardo Requião: ''Não há e nem houve nenhuma consulta técnica feita no Porto de Paranaguá''.

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