Requião confirma candidatura em 2002
O senador e presidente estadual do PMDB Roberto Requião reafirmou anteontem à noite em Curitiba, durante reunião com os sete deputados da bancada estadual do partido, que será candidato ao governo do Paraná em 2002. Pavimentando a candidatura com as pesadas críticas que desfere contra o governo Jaime Lerner (PFL) principalmente contra a privatização da Copel Requião garantiu que vai visitar os 399 municípios do Paraná nos próximos 90 dias, acompanhado de deputados.
Ele disse o que nós queríamos ouvir, descreveu o deputado Nereu Moura, líder do PMDB na Assembléia Legislativa. A oposição aposta no descontentamento da população com os partidos de situação, o que ficou evidenciado nas eleições de outubro do ano passado em todo País. De acordo com Moura, as chances da oposição emplacar a eleição são boas devido ao desgaste da imagem do governador.
O deputado peemedebista Orlando Pessuti emendou o comentário e lembrou que Requião obteve votação próxima a Lerner nas eleições de 1998. O Jaime Lerner conseguiu 51% dos votos e o Roberto Requião, 46%. A diferença foi pequena, comentou. O PMDB estuda a composição com outros partidos, como PT e PDT. Até o PSDB foi lembrado para compor uma chapa.
Mas antes eles terão que resolver se vão se perfilar realmente na oposição. Apesar dos senadores (ambos tucanos) Osmar Dias e Álvaro Dias serem oposicionistas, há um acordo branco dos demais integrantes com o governo, disse o senador. O PMDB está aberto para costuras, arrematou.
Requião disse que o partido precisa reforçar sua estrutura. Essa será a tônica nos próximos meses. Os deputados vão elaborar um roteiro e acompanhar o senador em visitas a municípios. O objetivo é fortalecer a base, conversando com prefeitos e vereadores. No segundo semestre começa uma etapa mais avançada e para solidificar a candidatura, disse o peemedebista Caíto Quintana, que ocupa até 15 de fevereiro a presidência da Assembléia. O senador disse que durante as viagens a privatização da Copel vai ser tema recorrente. Vamos conscientizar a população. A Copel é uma empresa lucrativa e garantia de energia barata, justificou.
Além de lançar candidatura própria ao governo do Estado, o PMDB quer ainda aumentar a presença no Congresso em Brasília e no Paraná. Segundo Pessuti, a intenção é que a bancada na Assembléia hoje formada por sete deputados passe a contar com 14 integrantes. Na Câmara, a meta é elevar de cinco para nove ou 10 deputados federais.
No Paraná, o PMDB pretende atrair os descontentes com o Palácio Iguaçu. A eleição para a mesa executiva da Casa, em dezembro, desencadeou muitas mágoas entre os deputados. O descontentamento vai desde o ex-líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), que preferia ter sido o candidato à presidência e acabou ficando com a primeira secretaria, até a articulação de um bloco independente, que teria cerca de 12 integrantes e tomaria posições desvinculadas do Palácio Iguaçu.





