Requião comemora exclusão do PMDB do governo
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sábado, 21 de dezembro de 2002
Mari Tortato 
Curitiba- Integrante da ala rebelde do PMDB, o governador eleito do Paraná, Roberto Requião, disse ontem que recebe como vitória de uma tese sua a notícia de que o PMDB não fará parte do governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva.
Requião foi aliado de Lula na campanha presidencial e defende o apoio de seu partido ao futuro governo. Desde a vitória de Lula, porém, ele tentava fazer prevalecer a proposta de apoio sem contrapartida de cargos no Executivo.
Para Requião, ''um partido dividido, que ainda não conquistou a unidade interna, não pode participar do ministério''. ''Que partido estaria no governo? Aquele que até agora esteve com Fernando Henrique Cardoso, ou os representantes de centro-esquerda que estiveram com Lula nas eleições?'', perguntou.
Uma eventual participação, no entendimento de Requião, ''resultaria de barganha ou do toma-lá-dá-cá que caracterizou a atuação do partido nos últimos anos''.
Quanto à garantia de apoio ao futuro governo, ele diz que ''a quase totalidade do partido caminhou com Lula'', motivo pelo qual ''os representantes do PMDB no Congresso não podem negar apoio ao novo presidente''.


