Requião começa campanha criticando Lerner
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sábado, 29 de junho de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O senador Roberto Requião, homologado ontem como candidato oficial do PMDB ao governo do Estado, fez duras críticas aos dois últimos governos de Jaime Lerner (PFL). Em um discurso de quase uma hora, Requião falou sobre a criminalidade crescente, a implantação do pedágio, a privatização do Banestado, a desvalorização das universidades estaduais e a tentativa de vender a Copel.
O senador prometeu que, se eleito, vai implementar uma política, segundo ele, de moralização nas polícias Civil e Militar antes de nomear um secretário de Estado de Segurança Pública. Requião disse ainda que vai guardar 50% das vagas dos cargos em comissão (indicados por critérios políticos) para mulheres e setores discriminados da sociedade.
A convenção do PMDB também homologou o ex-governador Paulo Pimentel como candidato ao Senado. As definições sobre o candidato a vice-governador e suplentes ficaram para hoje, às 18 horas, na sede do partido. O PMDB ainda acreditava na possibilidade de alianças com outros partidos. Apesar das intensas negociações para composições, ao que tudo indica o PMDB vai caminhar sozinho nas eleições deste ano. Não tenho dinheiro, nem coligações, mas tenho propostas, discursou Requião.
O partido decidiu aprovar na convenção um dispositivo permitindo a substituição de nomes e coligações na reunião de hoje da executiva estadual. De acordo com Requião, o dispositivo apenas serviria para dar poderes aos integrantes do PMDB de decidirem o nome do vice-governador, que seria um deputado estadual.
Os nomes mais cotados são os de Caíto Quintana e Orlando Pessuti. Apesar de Requião não acreditar em composições partidárias para hoje, Pessuti ainda estava confiante na possibilidade de aliança com o PSDB. Recebi uma ligação hoje do Hermas (Brandão presidente da Assembléia e um dos principais articuladores da tentativa da aliança) e ele me disse que nada estava perdido ainda, apostava.
O deputado federal Gustavo Fruet não acreditava em composições em cima da hora. Seria o mesmo que acreditar em Papai Noel ou coelhinho da Páscoa. O PMDB vai sozinho, disse Fruet.
O momento mais conflitante da convenção do PMDB foi o lançamento da candidatura ao Senado do ex-presidente do diretório regional do partido Milton Buabsi, que permanecia em aberto até o fechamento desta edição. O PMDB queria lançar apenas Pimentel para o cargo. Estão querendo fazer um acordo branco, um concubinato com outros partidos, acusou.
A assessoria do governo do Estado disse que sempre são esperadas críticas do senador Roberto Requião, que pauta sua vida em calúnias e difamações.


