Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) anunciou ontem pela manhã que pensa em se licenciar na última semana que antecede o segundo turno das eleições em Curitiba, para trabalhar integralmente em favor de seu candidato, Ângelo Vanhoni (PT). Requião disse ontem que uma licença por mais de uma semana seria muito tempo para deixar o governo do Paraná e ele não pode ausentar-se, principalmente agora, que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) inicia obras no valor de R$ 350 milhões.
Esta não é a primeira vez que o governador cogita licença. Há cerca de duas semanas, o Palácio Iguaçu discutiu a possibilidade. A idéia não prosperou porque entendeu-se que não havia necessidade naquele momento, ainda mais que a agenda oficial se intensificou, o que de forma direta ou indireta beneficiou o candidato petista.
Requião disse que confia numa ''vitória avassaladora'' de seu candidato no segundo turno. Lembrou que agora chegou o momento da situação se clarear e todos devem tomar suas posições. ''Os partidos nanicos que se formaram para bater no Vanhoni agora não terão vez.''
''Quem quiser bater no Vanhoni agora terá que mostrar a mãozinha'', disse, numa referência ao tucano Beto Richa, acusado pelo PT de manipular durante a campanha eleitoral deste ano partidos menores e de simular rompimento com o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), de quem é vice desde a eleição de 2000.

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