Requião citará o Banestado
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Sucursal de Curitiba 
O senador Roberto Requião (PMDB) vai citar o Banestado, no relatório final da CPI do Títulos Públicos, como o maior comprador de títulos podres de todo o esquema. Segundo ele, o escândalo só foi possível com a participação do banco do Paraná. Requião diz ainda que vai incluir no seu relatório um rastreamento feito pelo Banco Central e que comprova a movimentação irregular e arriscada de títulos públicos. O Paraná chegou a comprar títulos, com um deságio bem menor, em questão de horas após o seu lançamento. Isso possibilitou que o dinheiro fosse roubado pelas corretoras, como a IBF, acusou.
O senador esclarece que o Paraná não constará na lista das emissoras de títulos. O Estado viabilizou essa emissão, avalia o senador que acusa a quadrilha de São Paulo de ter vindo à Procuradoria do Estado e à Secretaria da Fazenda na tentativa de emitir 1,2 bilhão de títulos. Mas o início da CPI paralisou tudo, emenda.
Requião diz que esclarece todos os nexos do suposto esquema no relatório. Como é que o Nivaldo Furtado de Almeida mantinha contatos com a Secretaria da Fazenda. Alguém comandava esse processo aqui, afirmou o relator da CPI. Requião voltou a afirmar que o empresário Mário Celso Petráglia era um dos contatos de Furtado no Paraná.
Vou descrever os fatos de forma que sejam enquadradas nas figuras típicas do Código Penal, tais como crime de responsabilidade, falsificação de documento, falso testemunho, prevaricação e formação de quadrilha, garante o relator, ressalvando que é a punição de todos os envolvidos no esquema só se concretizará com uma manifestação do Ministério Público. (L.D.)


