Requião chama vereadores de gatos
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quinta-feira, 03 de abril de 2008
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
''O Ministério Público está cumprindo o seu papel, jogando com firmeza. Não importa o partido, gato é gato e tem que ir para a gaiola.'' Essa foi a resposta do governador Roberto Requião (PMDB) ao ser questionado pela repórter Fernanda Mazzini, da FOLHA, se o PMDB iria tomar alguma medida em relação ao vereador Osvaldo Bergamin (PMDB) e ao ex-vereador Henrique Barros - que chegou a ser preso e pediu desfiliação do partido -, que são acusados pelo Ministério Público (MP) de receberem propina para ajudarem a aprovar projetos de leis que tramitavam na Câmara de Vereadores, cometendo um crime de concussão.
Requião concedeu entrevista à imprensa minutos antes do início da cerimônia de abertura da 48 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Falou da Expô, evento que classificou como equilibrado e inteligente, e comentou, rapidamente, sobre assuntos mais espinhosos, como a Usina Hidrelétrica de Mauá que deve ser construída pelo consórcio Cruzeiro do Sul, do qual fazem parte as estatais Copel e Eletrosul, no Rio Tibagi, entre as cidades de Ortigueira e Mauá da Serra. No final de março, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu licença para a instalação da usina, sob protestos de diversos ambientalistas, que dizem que os impactos ambientais de tal empreendimento serão grandes demais.
''Eu já reduzi a Usina de Mauá ao mínimo possível, baixei a lâmina d'água. Tudo causa impacto ambiental. É muito melhor a Usina de Mauá do que uma usina atômica'', sintetizou.


