Curitiba Depois de muita pressão, o governo Roberto Requião (PMDB) autorizou ontem reajuste salarial às polícias Civil e Militar. A Secretaria da Fazenda promete depositar o dinheiro nas agências bancárias no próximo dia 11. Tanto a PM quando a Polícia Civil tinham aumentos garantidos por lei, aprovados no final do ano passado pela Assembléia Legislativa e homologados pelo governo Jaime Lerner (PFL).
De acordo com informações do Palácio Iguaçu divulgadas no final da tarde de ontem, a Secretaria da Administração e Previdência está rodando as folhas suplementares com os valores adicionais, que vão representar um impacto extra de R$ 11.963.830,20 na folha de janeiro. Os ajustes beneficiam 29.656 policiais civis e militares, contando ativos, inativos e pensionistas.
Os valores estarão disponíveis para saque na quarta-feira. De acordo com os números oficiais, mais detalhados, a folha de pagamento dos 4.368 policiais ativos, inativos e pensionistas da Polícia Civil cresce em R$ 2.143.825,60 mensais. Já o valor da folha para o pagamento dos militares aumenta em R$ 9.820.004,60, para atender 25.288 policiais ativos, da reserva, reformados e pensionistas da categoria.
O anúncio de reajuste acaba com o mal-estar entre as duas corporações. Nos últimos dias, setores da PM estavam preocupados com o cumprimento, pelo governo Requião, do acordo salarial selado no governo Lerner. É que os policiais civis, por serem em menor número e representarem um impacto menor na folha, tiveram antes a garantia de pagamento do reajuste, que é parcelado.
O reajuste na Polícia Civil vai igualar o pagamento da gratificação por Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) a todos os policiais. Aqueles que haviam recorrido à Justiça já recebiam uma gratificação de 120% sobre o salário como Tide. Porém, quem não havia buscado o benefício recebia uma gratificação cerca de 50% menor, concedida pelo Estado. Já no caso da PM, os índices variam conforme a situação de cada policial. Na folha dos ativos, o reajuste representa um aumento de 39% e na folha dos inativos 6%.

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