O senador Roberto Requião (PMDB-PR) assumiu anteontem, em entrevista ao ‘Passando a Limpo’, da Rede Record, sua candidatura à sucessão presidencial. O senador confessou que está aberto a aliar-se às forças mais contraditórias para atingir o seu objetivo. Elogiou o ex-governador Orestes Quércia e o presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. ‘‘O Quércia está acertando as suas contas com a Justiça, que é a instância apropriada’’, justificou. Requião considerou o senador José Sarney um homem respeitável, afirmou que o PT e o PDT são verdadeiros partidos de esquerda e que o PMDB, por ser de centro de centro-esquerda, deve juntar-se a eles em busca de uma candidatura comum. Classificou o governo FHC de ‘‘arauto do neoliberalismo’’ e disse que o País já vive uma espécie de parlamentarismo, com o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) desempenhando as funções de primeiro-ministro. Acusou o Bradesco de ter sido o responsável pelo fim menos conclusivo da CPI dos precatórios. E foi claro sobre o que pretende fazer caso chegue ao Palácio do Planalto: libertar o País do jugo do capital externo e inaugurar o que classificou de neonacionalismo.
Outra opção Requião diz que a sua disponibilidade em despontar como pré-candidato a presidente da República não interfere na sucessão do Paraná, O senador é cotado pelo partido como nome forte na sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). ‘‘Disputar o governo é a minha outra opção’’, afirma.
O senador entende que não há motivos para preocupação dos deputados que condicionam o seu lançamento ao governo do Paraná à reeleição. ‘‘Como candidato a presidente puxarei muito mais votos. E elegeremos um candidato que se oporá ao governo do Estado em vigor’’, aposta.

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