Curitiba - O PMDB realiza hoje a convenção estadual para homologação da candidatura à reeleição de Roberto Requião. No entanto, o partido deixa em aberto os nomes dos candidatos a vice-governador e senador por conta da indefinição em torno das coligações.
Um indício da indefinição e de um certo desespero que ronda o PMDB foi dado pelo próprio governador na quinta-feira. Logo após o fim do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo a menos de dois dias da convenção Requião procurou pessoalmente o senador Osmar Dias (PDT), seu possível rival na disputa pelo Palácio Iguaçu. ''A visita foi muito rápida. O governador foi inesperadamente ao meu apartamento após o jogo do Brasil para saber qual foi minha decisão. Eu repeti o que disse na entrevista coletiva'', contou Osmar Dias.
Na coletiva concedida na quinta-feira, o senador disse que vai tentar construir sua candidatura com o apoio de partidos menores como o PP e PSB e afirmou que quer contar também com o apoio informal, por causa da verticalização, do PSDB. Osmar Dias garantiu que Requião não falou, novamente, em alianças, mas disse que está conversando seriamente com o PP. ''E eu também estou conversando.''
Ontem Osmar Dias reafirmou que não pode lançar sua candidatura sem a certeza que terá apoios. ''O PSDB está jantando e conversando com o PMDB. Como eu posso anunciar assim?'', reclamou, se referindo ao jantar entre Requião e lideranças tucanas na Granja do Canguiri (residência oficial do governador), horas depois da visita ao pedetista.
Oficialmente, as conversas foram as mesmas que estão acontecendo há meses: Requião buscando aliados na oposição. Segundo o presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, a conversa com Requião foi para ouvir, mais uma vez, a proposta de aliança entre o PSDB e o PMDB. ''Não discutimos nada de interessante. Não sabia que o jantar ia ser no Canguiri. Quem me levou lá foi o Hermas (Brandão). Ele queria que eu ouvisse do governador a proposta'', contou Rossoni. Apesar das aproximações, Rossoni voltou a afirmar que o apoio tucano vai, mesmo que informal, para a ''eventual'' candidatura de Osmar Dias. ''Não há como não apoiar o Osmar. Isso iria contra tudo que o PSDB sempre disse'', afirmou.
Apesar da negativa tucana, o presidente do PMDB estadual, deputado Dobrandino da Silva, garantiu ontem que o acordo entre as duas siglas está fechado, inclusive com o aval de Rossoni. ''Está fechado. Só muda se houver fato novo'', explicou.

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