Requião apressa plano de desenvolvimento
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2003
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba O governo do Paraná fixou um prazo de 45 dias para que um grupo de trabalho composto por representantes do governo, arquitetos e urbanistas apresentem um Plano Estadual de Desenvolvimento. Neste período, os técnicos têm a tarefa de traçar um diagnóstico da situação dos municípios e definir as ações prioritárias para o desenvolvimento do Estado. Com o plano em mãos, o governo promete atuar em conjunto com os municípios, implementando as obras e ações, respeitando as necessidades apontadas pelas regiões.
O grupo de trabalho foi criado ontem de manhã, durante reunião no Palácio Iguaçu, à qual compareceram dez arquitetos e urbanistas chamados pelo governador Roberto Requião (PMDB) para colaborar na elaboração de uma política de desenvolvimento. Requião fez questão de ressaltar que as ações a serem definidas devem seguir as diretrizes estabelecidas pelo seu governo, com políticas de criação de emprego, melhoria de qualidade de vida, desenvolvimento das pequenas e médias cidades e combate à pobreza.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Urbano, Renato Adur, as ações visarão prioritariamente as regiões ''deprimidas'', ou seja, aquelas sem indústrias, empregos, sem condições de habitação, moradia, educação, entre outros itens; os municípios que estão perdendo população e ainda os bolsões de miséria nas cidades. Assim, de acordo com ele, o grupo de trabalho deve definir ações imediatas para o Litoral, Norte Pioneiro e regiões metropolitanas de aglomerados urbanos.
Levantamento prelimininar da Secretaria de Desenvolvimento Urbano mostra que 163 dos 399 municípios do Estado estão perdendo população. A concentração da população também é preocupante: 50% da população paranaense vivem em apenas 12 municípios. Ao mesmo tempo, 338 municípios têm menos de 20 mil habitantes, sendo responsáveis por 22% da população.
Outro dado ressaltado por Requião é o fato de que apenas 26 municípios elaboraram um Plano Diretor, dos quais só 19 foram aprovados pelos vereadores. ''Nem o Estado nem os municípios têm planejamento. O que queremos é dar infra-estrutura às cidades, traçando diretrizes básicas para geração de emprego, renda e desenvolvimento municipal, pautadas nas prioridades das comunidades e reivindicações mais urgentes'', disse.
Para viabilizar as obras, o governo diz contar com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que, de acordo com Adur, já tem aportes para empréstimos ao Estado. O governo quer também analisar a capacidade de endividamento de cada prefeitura.
Sob coordenação da secretária de Estado do Planejamento, Eleonora Fruet, o grupo de trabalho também conta, além de Adur, com a participação dos secretários da Habitação Luiz Cláudio Romanelli, e de Edson Strapasson, secretário Especial para Assuntos da Região Metropolitana. A primeira reunião do grupo será no dia 21.


